domingo, 28 de dezembro de 2014


o natal mais difícil por lhe faltar o elemento Pai, concebeu a mesa mais bonita que me lembro de criar.








                             




   


                              



terça-feira, 25 de novembro de 2014

eu de mão dada comigo na cidade.


    já cá moram as saudades.

     de esticar o tempo que tenho para mim inventando preposições e fugas inadiáveis em programas que concentram todos os caminhos na dualidade que trago guardadinha na minha condição livre.

    como tal, há mortes a consumar.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

quatro de novembro

    quero ter ainda tempo hoje para não ter tempo de passar o dia de amanhã que nunca foi, por sua vontade, de festa mas assinalava mais um ano de vida à sua vida  e que amanhã não assinala mais que uma saudade que dele se me avoluma, encaixada onde não descubro para a poder terminar.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Henry e essa coisa de sonhar arquitetura.

     também eu cheguei ao Big Sur. mas setenta anos depois e já não montada nas laranjas de Jerónimo Bosch que, essas apesar de não ter cansado o olhar de tanto observar estática e petrificada as cores do tríptico guardado no Prado e por duas vezes em dez anos, guardo singelas e sumarentas mas para outros sonhos e núpcias, ainda que em vão.

     cheguei, ferida aberta no peito, alheia à causa que me trucidava o órgão maior e centrada na casa que sabia destinada ao meu futuro próximo. era aquela que mais uma vez criava a partir do REM e do RAM e dos devaneios da incompleta loucura. outra construção. outras linhas. nova casa.

     diferentes linhas, inseridas agora numa nova e inteira paisagem, fresca no tato ao passar-lhe os dedos pela superfície porosa da parede da entrada, tudo o que a compunha, mais madeira do que cimento, deixava em suspenso a impossibilidade prática da mudança. ou a fraca vontade de uma entrega. 

     não é já em mim estranho este resonhar uma certa arquitetura, desenhar num plano inconsciente  uma planta em diversas assoalhadas, onde se depositarão depois plenas vivências, num outro ponto que não me responsabilizará. 

     tudo nestas parcas horas de descanso é amplo e luminoso, livre e excessivamente leve. 
                                              Henry Miller

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ouvir enquanto se vê. muito alto enquanto se olha.










Tel Aviv, dois mil e catorze.


















































wait

Send your dreams
Where nobody hides
Give your tears
To tide

No time
No time

There's no end
There is no goodbye
Disappear
With the night

No time
No time
No time

No time
No time
No time

M83

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Patrick Modiano


     recolhido em casa e não lido, exumado da terra dos meus mortos que me fazem viver. os livros não são papéis pintados com tinta. recolhem de nós toda a intimidade e fazem de mim a mais exigente parteira na hora de os ofertar aos amigos.